
Agricultores familiares de Marilândia vão potencializar a agricultura local, hoje dependente da monocultura do café, com o cultivo de goiaba e cacau. Eles receberam cerca de 3 mil mudas do Projeto Arranjos Produtivos, da Assembleia Legislativa (Ales). Essa é mais uma etapa do processo, iniciado há cerca de um ano, por meio de assistência técnica com palestra e estudos de campo na região.
Entre os agricultores beneficiados está Ailton Rabelo. Junto com a família ele planta café há mais de 40 anos e já perdeu a conta das vezes que sofreu com as quedas de preço bruscas do grão. “O café varia muito o preço, né? E a diversificação é aquilo que a gente precisa buscar na lavoura. Então é muito importante esse apoio que o pessoal está dando. Se tivesse que comprar a muda e pagar toda a assistência técnica, ia ficar muito mais difícil. Sozinho a gente não consegue”, explica.
Outro produtor, Júlio Aires, conhecido como Noventa, já colhe experiências da diversificação para não ficar refém do mercado de café. “A gente mexe com diversas culturas, café, banana, cacau e pimenta. Agora a gente reservou bons lugares na propriedade com irrigação para plantar e cuidar bem das mudas que o projeto doou. Daí, se o café cai de preço, a gente pula para o outro galho. A gente tira um dinheirinho ali e aqui”, garante.
Joelma Costalonga, secretária da Casa dos Municípios, setor da Ales responsável pela execução do projeto Arranjos Produtivos, explicou que o tipo das mudas foi escolhido por conselho entre os produtores.
“O papel da Ales é ajudar eles a enxergar a importância da diversificação. Cacau e goiaba são as duas culturas que eles decidiram inserir. E foi decisão deles. Já fizeram o estudo do solo pra ver qual é a adaptação, qual é o insumo que precisaria. (…)E não é só entregar a muda, é garantir que ela frutifique. É garantir que eles tenham acesso ao conhecimento para que eles possam olhar para o plantio deles e ter certeza daquilo que eles estão fazendo”, afirma.
Crédito de carbono
Durante a entrega de mudas, o presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), reforçou a importância dos agricultores buscarem práticas que reduzam a emissão de gás carbônico para poderem ter acesso aos créditos de carbono, assim como entenderem a dinâmica deste mercado, que é foco do terceiro ciclo do Projeto Arranjos Produtivos.
O presidente destacou que a maior parte dos produtores sequer sabe que tem direito. “Se você está na terra, cuidando dela, protegendo ela, você tem direito ao crédito carbono. Nós trouxemos para dentro do Arranjos Produtivos uma certificadora, que é uma das maiores do mundo, para garantir 40 anos recebendo aquilo que é direito de vocês”, explicou Marcelo.
O projeto
O projeto Arranjos Produtivos começou em 2023 e é desenvolvido pela Casa dos Municípios da Ales, com diversos parceiros, entre eles o governo do Estado e as prefeituras. Presente atualmente em 36 municípios, o projeto é voltado à diversificação produtiva, geração de renda e sustentabilidade. As ações de apoio à agricultura familiar capixaba ocorrem por meio do fornecimento de mudas, insumos e assistência técnica
(Fonte: Assembleia Legislativa do Espírito Santo)












