
Cumprindo seu papel de ser o principal canal de interlocução sobre economia e desenvolvimento do Estado, a diretoria do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF-ES) entregou na quarta-feira (14) ao governador Renato Casagrande a Carta Aberta Empresarial à Sociedade Capixaba. O objetivo é contribuir com o debate democrático e compartilhar com todos os poderes constituídos o posicionamento empresarial e republicano para uma melhor tomada de decisão na construção de um ecossistema capixaba mais próspero, voltado para o desenvolvimento socioeconômico e fortalecendo ainda mais o ambiente de negócios.

O mesmo documento também será destinado aos representantes dos demais poderes estaduais, a representantes da bancada parlamentar capixaba, mantenedores e associados do IBEF-ES, assim como para toda a sociedade. Participaram da entrega da carta no Palácio Anchieta o presidente do IBEF-ES, Pedro Chieppe, a diretora de Marketing e Eventos, Giselle Alves, a diretora executiva, Ana Paula França , o diretor comercial, Celso Guerra, e a coordenadora do CEO Meeting, Roberta Valiatti, que participou ativamente na elaboração do documento.
A carta propõe, entre outros pontos, que o Espírito Santo possa liderar o debate sobre temas essenciais para a economia, como o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária, especialmente diante dos desafios enfrentados pelas empresas brasileiras. Sobre o novo arcabouço fiscal, os empresários defendem que ele precisa ser simples, previsível e impositivo, envolvendo parâmetros para o ritmo de crescimento de gastos e receitas, métricas de desempenho e objetivos de médio e longo prazos.

A reforma tributária, por sua vez, deve buscar simplificar os impostos e tributos que devem ser pagos pelos contribuintes, com medidas como a unificação de impostos. Entretanto, uma das preocupações demonstradas pelo IBEF-ES ao governador é relativa à mudança na cobrança do ICMS, para que em vez de ser cobrado na origem – ou seja, onde ocorre a produção –, seja cobrado no destino, onde é consumido. Segundo cálculos da própria Secretaria de Estado da Fazenda, o Espírito Santo poderia perder até 20% da sua receita de ICMS com essa mudança, já que tem uma economia voltada em sua maior parte para a produção, e não para o consumo.
“Buscar o consenso é essencial para que não haja uma reforma tributária desidratada ou extremamente fatiada. Não se deve perder de vista, ainda, que a previsibilidade é fundamental para a segurança dos investimentos empresariais”, diz o documento entregue ao governador.
Pedro Chieppe, presidente do IBEF-ES, colocou o instituto à disposição do governador e secretariado para contribuir com a construção do debate dos temas elencados no documento, a fim de melhorar o ambiente de negócios do Espírito Santo. Ele destacou que medidas como os incentivos fiscais concedidos pelo governo do Estado foram essenciais para o desenvolvimento da economia capixaba e a atração de empresas. “Nosso objetivo é continuar em um caminho de evolução, melhorar o ambiente econômico e produtivo para gerar mais PIB, emprego e renda. Estamos à disposição para ajudar a fazer o tipo de articulação que for necessária dentro desse debate e dentro das frentes que trabalhamos e articulamos através do Ibef -ES, nossos associados e nosso parceiros”, disse o presidente.
O governador Renato Casagrande destacou ser importante o debate com as entidades civis e empresariais, como o IBEF-ES, e se mostrou comprometido com os temas destacados pelo instituto, que podem ter impactos nas finanças estaduais e na economia. “O momento exige muita articulação e conversa porque os temas trazidos são de impacto coletivo, como o arcabouço fiscal, e a reforma tributária, que é uma necessidade. Temos que trabalhar de forma que não percamos atividade econômica, o que é uma preocupação”, afirmou o governador.

No documento os empresários do Estado também demonstram apoio à Reforma Trabalhista, manifestam preocupação com o apagão de mão de obra no país e tratam da necessidade de necessidade de regras que estimulem a qualificação profissional dos trabalhadores, medidas que sejam reais alavancas de qualificação da mão-de-obra e da melhoria do padrão de vida do brasileiro.
Para o setor produtivo, uma política eficiente de Recuperação de Créditos de ICMS é fundamental, bem como a aprovação, pelo Senado, da política de preço de transferência já aprovada na Câmara.
A Carta Empresarial do IBEF-ES é resultado da 3ª edição do CEO Meeting, reunião de um grupo altamente qualificado de presidentes e dirigentes de algumas das principais empresas do estado. Este grupo especializado de dirigentes é responsável por decisões empresariais que representam de forma significativa o PIB do estado, bem como impactam diretamente no dia a dia dos cidadãos, realizando investimentos, provendo externalidades positivas, transformando a realidade de nosso estado, e criando riqueza em forma de renda, emprego e geração de impostos para a sociedade.
Sobre o IBEF
O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (IBEF-ES) é uma entidade que reúne os principais empresários e executivos de finanças do Espírito Santo. Unimos nossas forças para pensar, agir e promover entregas relevantes para o ecossistema de finanças, economia e gestão empresarial capixaba.
(Fonte: IBEF-ES)













