
Navios de longo curso atracam, sobretudo, em Santos e no Rio de Janeiro, carregando grande parte das exportações para os Estados Unidos e trazendo importações nas viagens de volta. Ou seja, se o volume de exportações brasileiras cair, a pressão sobre o custo do frete marítimo se dará mais fortemente nesses portos de origem. “Os efeitos, então, até podem posteriormente repercutir nos custos internos de remessa até o Espírito Santo e no preço final da importação, mas com defasagem, seguindo os ciclos de contratação e operação”, comenta o Sindiex.
No modal aéreo, a alteração no volume de exportação não implica automaticamente em aumento de frete, mas pode influenciar a dinâmica de custos. O Aeroporto de Vitória recebe dois voos semanais internacionais, principalmente de Miami (EUA), hub que concentra cargas de diversos países. Dessa forma, variações na demanda podem levar a ajustes nos contratos e nas tarifas, mas não necessariamente a aumentos automáticos. Dependerá da relação “oferta x demanda” e da sazonalidade dessas operações.
Dados das importações no ES
Além das exportações, as importações também reforçam a importância da relação comercial com os Estados Unidos. Entre os itens mais comprados pelo Espírito Santo estão aeronaves e equipamentos aeronáuticos (US$ 690 milhões), carvão (US$ 246,7 milhões) e veículos automóveis (US$ 47 milhões). Esses itens representam volumes significativos e estão diretamente ligados a setores como aviação, logística, energia e infraestrutura.
(Fonte: ES Brasil)














