
A CPI da Covid tomará, pela segunda vez, o depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em sessão que acontece nesta terça-feira (8), marcada para as 9h.
Antes do depoimento, a comissão deverá analisar 24 requerimentos. Entre eles há pedidos de convocação de integrantes do suposto gabinete paralelo ao Ministério da Saúde para aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro e tomada de decisões sobre a pandemia. Outro pedido diz respeito à quebra de sigilo telefônico e telemático de inúmeras pessoas ligadas ao governo. Dentre elas, Carlos Bolsonaro, filho do chefe do Executivo.
Os parlamentares deverão questionar Queiroga sobre sua autonomia nas ações contra o novo coronavírus. Para senadores de situação, no entanto, a reconvocação é uma medida protelatória para que não sejam ouvidos governadores e prefeitos sobre o uso das verbas federais na pandemia.
Queiroga deverá explicar também o impacto da realização da Copa América de futebol no país e ser questionado sobre recentes aglomerações promovidas pelo presidente.
Carlos Bolsonaro
Na visão de Alessandro Vieira, a participação de Carlos Bolsonaro pode ser um indício de que seu pai, Jair Bolsonaro, utilizava um aconselhamento paralelo ao do Ministério da Saúde.
“A transferência de sigilo dos dados ora solicitados desde março de 2020, mês em que a pandemia se iniciou massivamente no país, permitirá identificar os contornos da participação do vereador durante todo o período da pandemia em discussões nas quais deveriam tomar parte apenas os membros do governo e autoridades de notório reconhecimento na área da saúde”, explicou o senador.
Os requerimentos de Alessandro Vieira que serão analisados nesta terça-feira pela CPI da Covid pedem também as quebras de sigilo de dois ex-ministros do governo: Eduardo Pazuello, ex-Saúde, e Ernesto Araújo, demitido das Relações Exteriores.
O senador solicita ainda a transferência dos dados telefônicos e telemáticos (qualquer transferência de dados pela internet) para a CPI de Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde que defende o tratamento precoce e já foi ouvida pela comissão, Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação, e Filipe Martins, assessor para assuntos internacionais do governo.
Outro suposto integrante do chamado gabinete paralelo também tem um pedido para depor. Randolfe Rodrigues pede a presença no Senado do virologista Paolo Zanotto, que surgiu em um vídeo recuperado na semana passada no qual defende a criação de um grupo de apoio ao tratamento precoce.














