
11Com a presença do presidente Lula (PT), foi lançada na tarde desta quinta-feira (21), no Sesc de Aracruz, a 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática. O evento lotou o auditório principal do Sesc e contou com a presença de deputados da Assembleia Legislativa (Ales) e da bancada federal capixaba em Brasília, além de ministros de Estado.
Durante o lançamento da 6ª Teia Nacional de Cultura houve o anúncio de medidas que beneficiam o setor. Foram assinados o decreto de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), além de portarias que regulamentam a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e o Programa Festejos Populares do Brasil.
Na ocasião, o presidente Lula distribuiu também placas de identificação aos mais de 800 pontos de cultura representados. Posteriormente, as placas serão enviadas a todos os mais de 16 mil pontos certificados em todo o país.
“Todas essas medidas são importantíssimas, mas eu destaco, em especial, a que valoriza os mestres e mestras, pois disseminam as culturas dos povos primitivos e as manifestações regionais em todo o Brasil”, considerou a deputada Iriny Lopes (PT).
Além de Iriny, Camila Valadão (Psol) e João Coser (PT) também representaram a Ales no evento. Da bancada federal compareceram o senador Fabiano Contarato, e os deputados Helder Salomão e Jack Rocha – todos do PT.
Fomento à cultura
Lula afirmou que ao assumir o governo pela primeira vez sabia da importância de criar um programa que impulsionasse o folclore e a cultura popular no país, mas não idealizava algo parecido com o Cultura Viva.
“Minha ideia era criar algumas casas de cultura, que fossem grandes, com vários espaços, e cheguei a ter o apoio da Petrobras para isso. Mas aí alguém chegou com essa ideia dos pontos de cultura e percebi que esse seria realmente o melhor caminho”, disse.
O presidente acrescentou que o programa é “bem simples”, já que apenas certifica manifestações culturais populares e também as produzidas pelos povos primitivos.
“O que sempre faltou foram recursos para fomentar tudo isso, e estamos investindo cada vez mais neste setor que não pode ser visto como gasto, mas investimento, já que gera emprego e renda.
Margareth reforçou as palavras de Lula e citou que o setor cultural tem muito espaço para crescer e hoje já proporciona mais de 3 milhões de empregos diretos no Brasil.
Povos indígenas e quilombolas
Diante de uma plateia formada em boa parte por integrantes de comunidades indígenas e quilombolas de todo o país, a ministra da área, Margareth Menezes, citou números demonstrando o que considerou o “renascimento” da cultura popular no Brasil.
“Foram 12 anos de paralisação do programa, e agora, em apenas três anos neste governo Lula, subimos de 100 para 1.600 os pontos de cultura regional em todos os estados brasileiros”, destacou.
Ela disse ainda que pegou uma pasta praticamente zerada em termos de recursos e, na atual administração federal, os investimentos anuais têm sido de mais de R$ 400 milhões.
A ministra fez um apelo ao presidente, no caso de ser reeleito, para continuar valorizando a Lei Aldir Blanc, principal fomento da cultura viva no país.
Teia Nacional
Após um hiato de 12 anos, o Cultura Viva foi retomado, reunindo agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos em Aracruz (ES).
A programação da 6ª Teia Nacional de Cultura se estende de 19 a 24 de maio, e prevê apresentações artísticas, debates, rodas de conversa, oficinas, vivências culturais, encontros setoriais, feira de economia solidária e o 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura.
(Fonte: Assembleia Legislativa do Espírito Santo)











