Vasco e Londrina se enfrentam daqui a oito dias, na quinta-feira da semana que vem.
Com oito jogadores pendurados, cinco só no time titular (Thiago Rodrigues, Danilo Boza, Anderson Conceição, Andrey e Nenê), Jorginho não quis saber de poupar e mandou a campo a mesma equipe que havia goleado o Náutico na rodada seguinte. Deu a cara a tapa em Belo Horizonte, disposto a estragar a festa do Cruzeiro, como ele mesmo ressaltou na coletiva.
A estratégia de não apenas se defender, mas também agredir e tentar segurar a bola no ataque, deu certo até a metade do primeiro tempo. Orientada a todo momento pelo treinador, a linha defensiva dava conta das investidas da Raposa. E a bola chegou sem dificuldade ao ataque nos primeiros 20 minutos – em um desses lances, Eguinaldo demorou a soltar pela esquerda e desperdiçou uma boa chegada do Vasco.
O gol sofrido aos 24 mudou o rumo da partida. E num lance de fatalidade tremenda: Eguinaldo escorregou na frente da área, o chute de Machado desviou em Boza e deslocou o goleiro Thiago Rodrigues. “Se tivéssemos virado o primeiro tempo 0 a 0, teríamos um segundo tempo diferente”, disse Jorginho na entrevista depois da partida.
O fato é que o Vasco não se encontrou mais em campo depois disso. O Cruzeiro quase fez o segundo em cobrança de falta que explodiu no travessão de Thiago.
Sem tempo a perder, logo no intervalo Jorginho colocou Edimar na vaga de Paulo Victor, provavelmente pela fragilidade defensiva do lado esquerdo (onde saiu o gol do Cruzeiro, por exemplo); e Figueiredo no lugar de Raniel, que tocou pouco na bola e retardou a transição ofensiva do Vasco em alguns lances do primeiro tempo.
Na prática, no entanto, as mudanças não surtiram muito efeito. O Vasco continuou sendo uma equipe sem poder de reação, que agredia pouco o Cruzeiro e se mostrava cada vez mais desatento na defesa. Foi assim que saiu o segundo gol: a linha vascaína se adiantou de forma desorganizada, a bola foi lançada nas costas de Danilo Boza, e Edu aumentou a vantagem cruzeirense no Mineirão.
Gabriel Pec, Alex Teixeira e Fábio Gomes também foram acionados, mas já não havia muito o que pudesse ser efeito. Para fechar a tampa do caixão, o Cruzeiro fez mais um no chute de Luvannor que desviou em Boza no meio do caminho. Oitava derrota consecutiva do Vasco longe do Rio de Janeiro nesta Série B.
(Fonte: Globo Esporte)