
Com a expectativa de que as aulas presenciais voltem ainda este ano, cursos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) estudam uma grade de disciplinas no formato híbrido para o próximo semestre, que começará em novembro.
No caso do curso de Jornalismo, por exemplo, uma das propostas é de que 25% das aulas sejam presenciais, e o restante, online, pelo ensino-aprendizagem remoto temporário e emergencial (Earte).
A prioridade será dada às disciplinas práticas que, por causa da covid-19, estão paralisadas desde março do ano passado.
Cada departamento dos cursos tem autonomia para analisar como será feita essa retomada e deve entregar o planejamento até o dia 3 de setembro, sendo que ele pode ser ajustado depois.
Para ofertá-lo, no entanto, é preciso que o Conselho Universitário aprove a adoção do ensino híbrido, ainda sem previsão de acontecer.
Neste momento, a universidade está na fase 2 do Plano de Contingência, que estabelece a suspensão das atividades presenciais. Na fase 3, cuja discussão deve ganhar novos contornos nas próximas semanas, haverá a adoção do formato híbrido para atividades de ensino e administrativas.
A expectativa era que a definição saísse até o final deste mês, mas é possível que ela seja adiada mais uma vez, conforme explicou o reitor da universidade, Paulo Vargas.
“Queremos viabilizar uma reunião com o conselho para o dia 31 deste mês, a depender da disponibilidade dos membros, mas o assunto pode não ser definido. Qualquer decisão depende do conselho. Espero que seja colocado em pauta, para que possamos agir com antecedência”, disse.
Coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Ufes, Hilquias Crispim defende o aceleramento do retorno às aulas presenciais, sobretudo por causa dos altos índices de evasão. “Como estamos vendo muitos prejuízos no ensino, acreditamos que é importante retornar, medida que deve ser aliada à vacinação”, diz.
Prestes a se formar, quem está ansiosa para voltar à sala de aula é a estudante de Jornalismo Miranda Perozini, 21. “Dependo de algumas matérias práticas que não foram ofertadas pelo EAD, e preciso delas para acabar o curso”, explica.
Alunos do Ifes retornam às salas de aula em outubro
Depois de tanto tempo longe das salas de aulas, estudantes do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) se preparam para voltar às atividades presenciais. De acordo com a instituição, o retorno dos alunos de todas as séries acontece a partir de outubro, no formato híbrido e escalonado.
Neste mês e em setembro, a prioridade são os alunos que estão terminando os cursos, para dar prioridade às aulas práticas, que foram bastante prejudicadas com o ensino 100% remoto.
Cada campus vai definir a organização da transição do retorno. As aulas e o escalonamento serão decididos em cada unidade do Ifes e a direção deve comunicar aos estudantes o passo a passo.
O instituto já conta com documentos que definem as diretrizes e protocolos de biossegurança para o retorno gradual e seguro às atividades presenciais, como distanciamento, uso de máscaras, número de pessoas permitidas em cada ambiente, entre outros.
As diretrizes não são apenas para alunos. A instituição comunicou que funcionários também terão de cumprir regras para a volta presencial.
“O número de servidores e empregados públicos em cada ambiente de trabalho não deverá ultrapassar 30% do limite máximo de sua capacidade física, mantendo-se o distanciamento mínimo de um metro entre os agentes públicos, caso o município esteja classificado como verde (baixo risco) no mapa de risco do governo do Estado”, explica em comunicado oficial.
Os que se declararam como parte de grupos de risco ou responsáveis únicos por criança em idade escolar, entre outros, devem ficar em trabalho remoto.
SAIBA MAIS
Planejamento
Alguns cursos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) estão se movimentando para organizar a retomada gradual presencial das aulas.
A universidade está em ensino remoto desde setembro de 2020, quando o ensino-aprendizagem remoto temporário e emergencial (Earte) foi instaurado.
Os cursos estão mapeando a demanda dos alunos e, assim, traçando quais disciplinas têm prioridade para serem ofertadas no formato híbrido – com atividades tanto no presencial quanto no remoto –, caso ele seja aprovado.
No caso do curso de Jornalismo, por exemplo, a ideia é que 25% das aulas sejam presenciais e o restante se mantenha online.
A prioridade está sendo dada para as disciplinas práticas, que estão suspensas desde o início da pandemia de covid.
Cada curso tem autonomia para planejar como fará essa retomada e deve entregar o planejamento até o dia 3 de setembro, sendo que ele pode ser ajustado depois.
Próximos passos
Neste momento, a universidade está na fase 2 do Plano de Contingência, que estabelece a suspensão das atividades presenciais e a manutenção integral do Earte.
Na fase 3, cuja discussão deve ganhar novos contornos nas próximas semanas, haverá a adoção do formato híbrido para atividades de ensino e administrativas.
Entre algumas das medidas previstas pela fase 3, estão o escalonamento dos alunos; a destinação das atividades presenciais prioritariamente às disciplinas práticas e laboratoriais; e autorização do funcionamento dos restaurantes universitários mediante agendamento prévio (essa etapa deverá ser avaliada continuamente).
Além disso, o retorno das atividades presenciais deverá ser flexibilizado por setor de trabalho ou unidade administrativa, partindo de 30% -40% até, no máximo, 70%-80% da sua capacidade.
Segundo a universidade, o planejamento do retorno deverá considerar que os integrantes dos grupos de risco sejam os últimos a retornarem às atividades presenciais
A Ufes também deverá estar com todos os equipamentos de proteção individual (EPIs) disponíveis para uso, bem como sabão e álcool em gel a 70% nos espaços recomendados, antes do retorno.
Definição
Caso seja aprovado, o início do modelo híbrido deverá ser feito de forma escalonada a partir do semestre letivo de 2021/2, que começa em novembro deste ano.
Essa decisão, no entanto, foi adiada diversas vezes. Agora, a expectativa é que a fase 3 seja anunciada ainda neste mês, embora exista risco de não ocorrer, mais uma vez, de acordo com o reitor da universidade, Paulo Vargas.













