
Dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), a Samarco entra na última fase mais de sua retomada. A empresa aprovou formalmente o Projeto Fase 3, o último e mais caro estágio de sua retomada operacional, com investimento total de US$ 2,5 bilhões, aproximadamente R$ 13 bilhões. O objetivo é elevar a capacidade produtiva de aproximadamente 15 milhões de toneladas por ano para 26,4 milhões de toneladas por ano até 2028.
A empresa reiniciou as operações em julho de 2020 com o objetivo de retomar a capacidade gradualmente, e teve sucesso. Para 2026, a Samarco projeta produção total entre 14,5 e 15,2 milhões de toneladas, alinhada ao nível de 2025, mas com resultados financeiros pressionados pelo impacto do câmbio e do aumento de custos.
O salto mais expressivo nos números de 2026, segundo projeções da propria Samarco, é o investimento: enquanto em 2025 a mineradora injetou US$ 129 milhões em obras da Fase 3, em 2026 a Samarco aponta para US$ 500 a 600 milhões, um multiplicador de quase cinco vezes.
A retomada da Samarco é estruturada em três fases. Veja a seguir o que já foi feito e o que é esperado para os próximos anos.
As três fases da retomada da Samarco
Fase 1: com investimento de cerca de R$ 650 milhões, a Samarco retomou operações iniciais em 2020 com capacidade de aproximadamente 9,5 milhões de toneladas por ano. Essa etapa foi dedicada a religar equipamentos, adequar processos às novas exigências regulatórias e reintegrar mão de obra após anos de paralisação.
Fase 2: com aporte de R$ 1,6 bilhão, a empresa expandiu sua produção para o patamar atual de 15,2 milhões de toneladas por ano. Os resultados financeiros mostraram a recuperação do modelo de negócio: em 2025, a companhia registrou lucro antes de impostos, juros e depreciação (EBITDA) ajustado de US$ 1 bilhão e maior produção desde a retomada.
Fase 3: aprovada em novembro de 2025, com investimento de US$ 2,5 bilhões (R$ 13 bilhões), é a etapa final. A meta é ampliar a capacidade para 26,4 milhões de toneladas por ano, número que representa a totalidade da capacidade instalada da empresa.
Esse ciclo envolve aportes nos dois principais complexos operacionais da Samarco: o Complexo de Germano, em Mariana (MG), onde ocorre a extração e beneficiamento do minério de ferro; e o Complexo de Ubu, em Anchieta (ES), onde o minério é pelotizado e embarcado para exportação.
(Fonte: Folha Vitória)














