
A Assembleia Legislativa (Ales) realizou mais uma etapa do programa de abertura do mercado de crédito de carbono para agricultores familiares do Espírito Santo, com nova rodada de assinaturas de contratos de adesão. Dessa vez, o evento foi realizado em São Domingos do Norte, na manhã desta terça-feira (14), reunindo cerca de 150 produtores desse municípios e de cidades vizinhas, como Colatina, Vila Valério, São Roque do Canaã, Águia Branca e Pancas.
O presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), e a prefeita de São Domingos do Norte, Ana Malacarne (MDB), participaram do evento. “É muito bom fazer um alerta, porque tem muito picareta rondando as propriedades e tirando o direito de quem produz e cuida da terra. Quem cuida da terra tem direito a esse crédito de carbono e esse é o nosso programa, que agora leva o crédito de carbono para o homem e para a mulher do campo. É o trabalho do Projeto Arranjos Produtivos da porteira para dentro”, destacou o presidente Marcelo Santos.
Crédito de carbono é um tipo de “moeda ambiental” usada para compensar a emissão de gases que causam o aquecimento global. Com essa iniciativa, os produtores capixabas cadastrados no projeto receberão quantias em dinheiro para preservar a natureza. O pagamento desses créditos são realizados, principalmente, por empresas e governos que querem compensar suas emissões de gases de efeito estufa.
A engenheira Bruna Souto, que auxilia na gestão do projeto, falou sobre a iniciativa. “Não existe tamanho de terra mínimo e nem máximo, todos os produtores são convidados a participar independente disso, por isso é um diferencial desse projeto. O produtor vai receber de acordo com a quantidade de toneladas de carbono equivalente que ele tem por hectare, ao longo dos 40 anos”, detalha a engenheira.
Participação e pagamento
Os produtores que assinaram o contrato nesta terça-feira participaram de reuniões de mobilização para entender a iniciativa. A remuneração a ser recebida varia conforme o desempenho ambiental de cada propriedade.
Os retornos financeiros dependem de etapas de validação e certificação, não sendo imediatos. A previsão é que os primeiros repasses ocorram a partir de cerca de 12 meses, conforme auditorias e condições de mercado.
Os contratos podem chegar a 40 anos de duração, garantindo maior segurança e previsibilidade, com repasse médio de 45% do valor líquido anual aos participantes.
Parceria na condução do projeto
A abertura do mercado de crédito de carbono realizada pela Ales é conduzida em parceria com a Aceleradora de Biosociodesenvolvimento (Acebio), associação sem fins lucrativos com sede em Minas Gerais. A entidade tem como propósito fomentar o desenvolvimento biosocioeconômico das comunidades em que atua.
(Fonte: Assembleia Legislativa do Espírito Santo)











