
O Carnaval não é só curtição e tem efeitos sobre a economia, incluindo a arrecadação do governo.
Ao comprar um pacote de confete ou serpentina no valor de R$ 10, o folião está desembolsando R$ 4,38 só para pagar impostos, pois a carga tributária embutida no preço desses produtos é de 43,83%.
O levantamento foi encomendado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
“De todos os tributos embutidos nos preços desses itens, o que mais pesa é o ICMS, basicamente por uma razão fiscal”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), por meio de nota.
Ele explica que a alta deste imposto serve como paliativo para conter o rombo financeiro dos estados, que estão em situação cada vez mais dramática.
Entre os motivos estão o peso da da folha salarial dos servidores e das aposentadorias dos inativos. “Em vez de atacar a raiz do problema, jogam o problema para a população”, critica Burti.
O topo do ranking fica com a caipirinha e a cerveja, com tributações de 76,66% e 55,6%, respectivamente.
Segundo o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, a elevada tributação dos produtos de Carnaval se deve ao fato de muitos serem considerados como supérfluos, maléficos à saúde ou de luxo.
O último lugar no ranking fica com o preservativo (18,75%) devido à sua importância para a saúde pública, que o faz ser isento de ICMS e IPI.














