
Preço bom e safra boa. O produtor de café conilon tem bons motivos para sorrir. De acordo com estimativa do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a safra de 2025 será cerca de 20% maior do que a de 2024, quando foram colhidas 10 milhões de sacas do produto em solo capixaba.
“Este ano a safra do conilon será melhor do que a safra de 2024. Foram cerca de 10 milhões de sacas de café colhidas no Espírito Santo no ano passado. Este ano a gente deve chegar a 12 milhões de sacas de café”, comenta Fabiano Tristão, coordenador de Cafeicultura do Instituto.
Já para o arábica, a estimativa é de que sejam colhidas três milhões de sacas, resultado um pouco menor das quatro milhões colhidas em 2024.
O preço, tanto para o conilon (R$ 1.987) como para o arábica (R$ 2.470) está em alta (cotação do dia 19 de março).
A queda na produção do arábica no Espírito Santo é atribuída à bienalidade, fenômeno natural que provoca a alternância entre anos de alta e baixa produção de frutos, e ao veranico, fenômeno meteorológico que se caracteriza por um período de calor intenso e estiagem, durante a estação chuvosa ou no inverno.
O fator mão de obra é um dos desafios para produtores rurais durante a colheita do conilon no Estado, prevista para começar em maio. Do total de 110 mil propriedades rurais no Estado, cerca de 75 mil têm café plantado, o que representa 70% das propriedades envolvidas na atividade cafeeira. Isso demonstra a força que esse cultivo tem na economia do Estado e a sua importância social e cultural.
No Brasil
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de conilon no Brasil deve alcançar 17,1 milhões de sacas, um crescimento expressivo de 17,2%, impulsionado principalmente pelos bons resultados no Espírito Santo, que responde por 69% da produção nacional dessa espécie.













