Para as empresas, a estratégia representa um avanço na gestão de resíduos e da redução do impacto ambiental na siderurgia brasileira. As companhias afirmam que o fluxo de coleta e transporte do material será monitorado para garantir sua reciclagem total, e a operação será conduzida por equipes especializadas seguindo as normas ambientais e de segurança.
Circularidade na indústria brasileira
Segundo Denis Gomes, líder de metálicos da Gerdau, a estratégia ajuda no posicionamento da companhia em meio ao crescimento da demanda por aço de baixa pegada de carbono. “A colaboração entre as empresas será um motor para acelerar a prática da economia circular, indo além da reciclagem e buscando promover a conscientização”, afirma.
O líder de ESG da Randoncorp, Marcos Baptistucci, conta que a parceria deve reduzir o uso de materiais e aumentar a vida útil dos produtos. “A Randoncorp sempre direcionou esforços para o crescimento sustentável do planeta, das pessoas e dos negócios. Estamos sempre preocupados em aliar ações de redução da pegada de carbono, mas sobretudo, na descarbonização do ecossistema”, disse.
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A reciclagem da sucata metálica já faz parte da estratégia de sustentabilidade da Gerdau, que tem uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa do setor: 0,91 tonelada de CO₂ equivalente por tonelada de aço produzida, quase a metade da média global, de 1,91 tonelada, segundo a World Steel Association. A empresa projeta reduzir esse índice para 0,82 tonelada até 2031.
Desde o início da operação, ajustes logísticos permitiram reduzir em 20% o número de coletas diárias, diminuindo as emissões associadas ao transporte. No longo prazo, a expectativa é que o modelo contribua para ampliar a reutilização de materiais na cadeia do aço.
Além da nova parceria na reciclagem, Gerdau e Randoncorp já atuam juntas na Addiante, uma joint venture de locação de veículos pesados e equipamentos.