
O Espírito Santo pode chegar à marca de R$ 105,8 bilhões em investimentos em variados setores produtivos até 2028 graças a parcerias entre o setor público e o privado no Estado, voltadas para a geração de empregos e inovação nas áreas de energia, infraestrutura, papel e celulose.
No painel “O futuro não é mais como antigamente”, apresentado nesta quarta-feira (28), primeiro dia do TecnoAgro 2024, realizado na Serra, especialistas em agronegócio apontaram os cenários de mercado para o setor no âmbito nacional. Entre as ferramentas para o crescimento, foi citada a automação de processos, o estudo sobre a mudança de hábito dos consumidores, o incremento de governança ambiental, social e corporativa (ESG) nos campos e a capacidade de diálogo com demais frentes produtivas.
Segundo Durval Vieira de Freitas, sócio da DVF Consultoria e um dos palestrantes do TecnoAgro, as mudanças no campo e demais setores produtivos são constantes, rápidas e vieram para ficar, o que mostra a necessidade de preparação dos produtores em busca de mão de obra qualificada.
“Devemos continuar focando na educação, na capacitação, melhorar a infraestrutura e ter cuidado com a questão da falta de água, que é um desafio constante. Essas ações estão em andamento e mostram que temos um futuro promissor”, disse Freitas.
Estamos vendo novos empreendedores surgindo, aproveitando as matérias-primas do Estado e verticalizando a produção em setores como cacau, biscoitos, laticínios, suinocultura e avicultura. Tudo isso ajuda a engrandecer ainda mais o setor – Durval Vieira de Freitas/Sócio da DVF Consultoria
Segundo Durval, cerca de 15% da população capixaba está nos campos, ligada direta ou indiretamente ao agronegócio. Para que o crescimento, somado aos avanços tecnológicos, seja visto de forma eficiente, a união entre os produtores é um dos melhores caminhos.
“São muitos produtores e eles devem se juntar para avançar. Temos uma agricultura familiar e, individualmente, é complicado abrir novos mercados. É fundamental entender que nossa concorrência não está apenas no Estado, mas também fora do país. Com o que produzimos, há mercado para todos, desde que se trabalhe com qualidade e boa gestão”, frisou Freitas.
“Não adianta apenas aplicar força bruta no campo. É preciso inteligência de mercado, de produção e gestão econômica. Assim, o produtor consegue prosperar e atingir longevidade em seu negócio”, finalizou Freitas.














