
O saneamento básico é um pilar essencial para garantir a dignidade da pessoa humana, a saúde pública e um meio ambiente equilibrado. Em diversas regiões do Brasil, essa realidade ainda é um desafio significativo. O Espírito Santo tem avançado nessa área, investindo para além da ampliação e modernização da sua estrutura operacional. Pensar em estratégias para garantir a segurança hídrica tem sido uma preocupação diária da Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan).
São diversas frentes de atuação, com iniciativas que vão desde a construção de uma Estação de Reuso de Água para fins industriais até a estruturação de uma usina de dessalinização e a construção de uma barragem.
A Estação de Produção de Água de Reuso (EPAR) que será construída, por exemplo, vai garantir o fornecimento de água de reuso para a indústria siderúrgica na Serra por 30 anos, permitindo a redução dos riscos de interrupção das atividades devido à falta de água.

O projeto, que tem execução prevista na região de Camburi para o final de 2026, tem capacidade para transformar 300 litros por segundo de esgoto sanitário em água de reuso. Essa é a primeira subconcessão de reuso de água no Brasil. Com uma oferta competitiva, o vencedor do leilão foi o consórcio GS Inima Tubonews, totalizando um valor estimado de R$ 2,24 bilhões.
Além de promover a sustentabilidade hídrica, o projeto vai beneficiar diretamente os moradores dos bairros da zona norte de Vitória, além de seis bairros da Serra: Hélio Ferraz, Manoel Plaza, Rosário de Fátima, Eurico Salles, Carapina I e Bairro de Fátima, porque a construção e operação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e da EPAR irão promover melhorias no saneamento.
A solução implementada não só garantirá a continuidade das operações industriais como também aliviará a pressão sobre os recursos hídricos da região, garantindo que a água potável antes destinada à indústria seja redirecionada para o consumo humano.
Além desse projeto pioneiro, a Cesan está avançando com outro empreendimento ambicioso: a maior usina de dessalinização do Brasil, com capacidade para tratar 1.100 litros por segundo.
A participação da iniciativa privada em todos esses investimentos é fundamental para a implementação de tais medidas, e a colaboração entre o setor público e privado é essencial para garantir que o abastecimento de água e o saneamento básico sejam garantidos, independentemente de condições extremas de clima. E o novo marco regulatório do saneamento básico desempenhou um papel crucial ao trazer o tema para o centro das discussões, envolvendo diferentes setores da sociedade. Essa mobilização ampla foi um dos maiores ganhos, promovendo uma maior conscientização e priorização do saneamento básico em diversas agendas.
A construção da recém-licitada barragem dos Imigrantes no rio Jucu, entre Viana e Domingos Martins, é outro exemplo de planejamento proativo. A nova barragem, um investimento de R$ 264 milhões, garantirá a reserva hídrica para sustentar a região metropolitana por até quatro meses sem chuva.

Outra iniciativa sustentável anunciada neste ano foi a formalização da parceria com o Projeto Golfinhos do Brasil, que estuda a presença dos animais da família dos Delfinídeos em águas capixabas. O acordo visa à promoção de conscientização e de ações concretas para proteger esses animais e o ecossistema que compartilham conosco.
Essa parceria prevê ações de limpezas de praias, de sensibilização nas escolas da Grande Vitória e a capacitação de toda a cadeia produtiva do turismo.
Todos os investimentos em andamento demonstram que a companhia está ciente da necessidade de adaptação e agindo, com inovação e ações sustentáveis, para enfrentar os desafios do setor. Com o apoio de novas tecnologias, como a dessalinização, e o fortalecimento das políticas de saneamento, o estado e o Brasil podem avançar significativamente na universalização do saneamento básico e na garantia da segurança hídrica, contribuindo para um futuro mais sustentável e resiliente.
Utilização de robôs no combate aos vazamentos
Uma outra inovação da Cesan é a utilização de robôs no combate aos vazamentos e a substituição de redes na Grande Vitória. A iniciativa utiliza métodos não destrutivos para detectar e resolver vazamentos de forma mais rápida e eficiente, minimizando os transtornos para a população, reduzindo os custos operacionais e o período de execução das obras.
Esses novos métodos estão sendo aplicados em áreas de alta movimentação veicular, como as avenidas Leitão da Silva e Nossa Senhora da Penha, em Vitória, e na orla da Praia do Morro, em Guarapari. Esse avanço tecnológico representa um investimento de aproximadamente R$ 150 milhões.
(Fonte: ES Brasil)














