
Em um futuro próximo, os moradores da Região Metropolitana da Grande Vitória poderão utilizar água dessalinizada do oceano em suas residências. O projeto, que teve sua fase de estudo concluída na última terça-feira (24), visa a implementação de uma usina de dessalinização com previsão de investimento de R$ 1 bilhão. Segundo o governo do Espírito Santo, o processo burocrático deve ser finalizado até o final do próximo ano, e o leilão para escolha da empresa responsável ocorrerá no início de 2026.
Diante da crise hídrica que afeta todo o Brasil, o governo capixaba enxerga a dessalinização como uma solução estratégica para minimizar os impactos da escassez de água, promovendo o desenvolvimento sustentável da Grande Vitória, a região mais populosa do estado.
A nova usina terá capacidade para produzir até 1.200 litros de água por segundo, o equivalente ao abastecimento de uma cidade com 500 mil habitantes, conforme anunciado pelo vice-governador e secretário estadual de Desenvolvimento, Ricardo Ferraço, em suas redes sociais.
O projeto, desenvolvido em parceria com a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), promete ser a maior usina de dessalinização do Brasil. O investimento será totalmente privado, com a escolha da empresa concessionária ocorrendo por meio de um leilão na B3. A empresa GS Inima, que formulou o projeto, poderá participar do certame.
O Sistema de Abastecimento de Água Dessalinizada abrangerá etapas como captação, adução, tratamento, reservação e interligação com o sistema de abastecimento de água já existente. Para garantir que o projeto atenda às melhores práticas internacionais, o governo capixaba visitou o Chile no ano passado, onde conheceu a experiência da usina de dessalinização que opera no deserto do Atacama, abastecendo comunidades com água do Oceano Pacífico.














