
O setor de criptomoedas está se tornando tão grande e permitindo tanta tomada de risco que os governos pelo mundo têm reforçado a atenção sobre ele. O bitcoin superou a marca de US$ 50 mil nesta segunda-feira e o valor total desse mercado agora supera US$ 900 bilhões, mais que a maioria das companhias pelo mundo. Moedas digitais chamadas stablecoins seguem exibindo mais negociações e emissões. Bolsas de criptomoedas gigantes na Ásia muitas vezes servem a operadores em países nos quais seus produtos não são legais.
Após anos de relativa desatenção, reguladores e legisladores buscam correr atrás nesse tema, o que não deve ser fácil. Eles buscam controlar um setor rebelde, que tem adotado a tecnologia global para emitir novos produtos de modo agressivo, deixando muitas vezes questões de compliance regulatório em segundo plano.
A BitMEX, outra grande bolsa do segmento, pagou US$ 100 milhões para encerrar uma investigação regulatória sobre alegações de que vendia derivativos de modo ilegal e por regras frouxas para evitar lavagem de dinheiro.
No setor, poucos esperam que o segmento de criptomoedas, fortalecido nos últimos 18 meses no valor e no interesse por seus produtos, mude de repente suas práticas. Reguladores têm se voltado como nunca antes sobre o setor, mas até agora a coordenação parece limitada e jurisdições cruciais buscam abordagens bastante divergentes.
Há questões sobre proteção ao investidor, o cumprimento de regras de combate à lavagem de dinheiro e de financiamento ao terrorismo, acesso a infraestrutura bancária e de pagamentos e evasão fiscal. É um mercado global, mas os Estados Unidos, a Europa e a China têm adotado abordagens diferentes para seu monitoramento.
Os EUA lançaram multas contra projetos que contornaram regras de proteção aos investidores, a Europa trabalha em regras especializadas, que demorarão um tempo para se implementar, e a China se lançou contra o setor, mas as bolsas dele se estabeleceram em locais próximos, mais amigáveis.














